quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

"Tanta chances deixamos escapar. Tantas chances de sermos felizes juntos, e que hoje nos arrependemos de não tê-las aproveitado. Sinto muito por tornar todo aquele sonho um pesadelo. Saimos, os dois, feridos dessa relação que nem ao menos chegou a começar. Sinto muito por isso também, por ter sido tão difícil. Eu só desejava sua felicidade, e ainda desejo, seja comigo ou com outra. No fundo, aprendemos muito com toda essa experiência, não é mesmo? Mas isso é preferível deixar guardado apenas nos nossos corações ou em nossas mentes. Sei que já não faço mais parte do seu mundo, sei que me esqueceu, mas te peço para que não esqueça daqueles 7 meses de conversas, e mais que isso, de amor. Sinto muito por me esconder tanto, e agora te explico tudo. Eu tinha medo, e acho que ainda tenho. Medo de arriscar, de me machucar (e te machucar também), de descobrir que, talvez, tudo aquilo não passasse de uma farça, carencia. Tinha medo de perdê-lo, e, veja que irônico, tudo o que eu mais temia aconteceu. Sinto muito por ter te machucado, iludido, te feito chorar por uma pessoa que não ao menos conhecia pessoalmente. Sinto muito, do fundo do meu coração. Não era isso que eu planejava."

A menina terminou sua carta e mirou a tela do computador, com lágrimas nos olhos. Não pretendia que as coisas tomassem esse rumo. Não imaginava que tudo acabaria assim, e muito menos que ela sofreria tanto. Tudo começou com uma pequena brincadeira, virou amor, e no fim, os dois sairam feridos. Com o rosto já totalmente encharcado, ela sorriu ao pensar nos velhos tempos, quando tudo ainda era real para ela. Lembrou-se que imaginava cenas impossíveis em sua mente, e as vezes ainda imagina como seria se elas tivessem ocorrido. Pelo menos sabe que aquilo que viveu naqueles 7 meses foram reais, que realmente o amava e não queria iludi-lo. Porém no meio desse caminho, ela se perdeu, escolheu o lado errado para seguir, e no fim, percebeu a besteira que havia cometido. Ela realmente está arrependida do que fez, e queria poder dizer tudo a ela com essa pequena carta, que pretendia entregá-lo. Já estava abrindo seu email para enviá-lo, porém a coragem sumiu, e ela, ao olhar as fotos de seu novo amor, chorou. Fechou todas as janelas e jogou o notebook em um canto. Agarrou-se no travesseiro, se afogando em lágrimas e dormiu, desejando nunca mais acordar.

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