O nervosismo e ansiedade assim que "Requiem for a dream" começava a tocar, a emoção de finalmente pisar no palco, os olhos curiosos da platéia, o medo de fazer algo errado. Os aplausos no final de tudo, o sorriso nos agradecimentos, as lágrimas nos bastidores, os abraços apertados e reconfortantes, o apoio de cada um, os gritos, a comemoração. O sono no dia seguinte. Isso resume basicamente os últimos três dias de apresentações na Casa de Cultura Mário Quintana. Há 8 meses atrás era apenas um sonho que realizamos em 1h30 de espetáculo a cada dia. A vontade de pisar no palco novamente, o desespero para que a maquiagem e o cabelo fiquem perfeitos, a contagem regressiva.
São exatamente 19h41 minutos, e isso me faz lembrar a correria que as palavras "20 minutos" nos dava. Era o tempo que tínhamos para deixarmos tudo perfeito, relembrar falas, pensar nas coreografias, e então ter a emoção de pisar no palco mais uma vez. Hoje, quando acordei, foi inevitável olhar a flor branca que recebemos e não sorrir. Ela foi a prova de que não foi apenas um sonho. Porém, pensar que hoje as 20h todos estaremos em casa, fazendo qualquer coisa não tão importante, dá vontade de chorar. Sim, chorar, porque apesar de ter sido corrido, era muito bom. Desde a hora em que chegávamos na Carlos Carvalho até o momento em que saímos de lá, aquele era o nosso momento especial, a nossa hora de brilhar e mostrar pra todos o belo trabalho que fizemos.
Ao deitar a cabeça no travesseiro, depois das 2h da manhã, fiz uma retrospectiva. Curso no núcleo, ensaios no ISL, as integrações, os desentendimentos e as desculpas minutos depois, os abraços e sorrisos sinceros. Eu não quero que esse ano chegue ao fim, ele foi um dos mais importantes na minha vida. Tenho certeza que relembrar 2012 sem a ópera é muito difícil. Foi com essa galera que eu tive meus momentos difíceis, foram eles que me deram força, mesmo sem perceberem. É graças a eles que hoje eu estou aqui, feliz, deixando as lágrimas sinceras correrem pelo meu rosto. A verdade é que somos como uma família, cada um tem seus defeitos e aprendemos a conviver com cada um deles; damos apoio quando um necessita, choramos juntos quando não sabemos o que fazer ou falar. Assim foram esses 8 meses, os mais especiais da minha vida. Eu amo todos eles.
Só tenho a agradecer a todo o elenco, a direção, a coreógrafa, ao pessoal que ajudou com o palco, e, claro, ao nosso público. Esgotar 80 ingressos a cada dia não é pra qualquer um. As 240 pessoas que foram conhecer nosso "Reino das Névoas", um muito obrigada. Vocês nos ajudaram nesse sonho.
Agora voltamos a rotina, nos preparando para, então, a apresentação final em nossa casa, o ISL. As lembranças permanecem vivas em nossa mente e nas filmagens e fotos. O espetáculo foi um sucesso. O que aconteceu no palco todos sabem, mas o que aconteceu nos bastidores, ah, isso só o elenco vai poder contar.
Obrigada a cada um que foi nos assistir, a cada pessoa do elenco, ao Lucas, a Teté.
Eu amo cada um de vocês.
O show tem que continuar!
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Caio Fernando Abreu
sábado, 27 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Me sentir sozinha já se tornou um hábito. Esquecida no canto do quarto escuro, eu tento controlar as lágrimas, sem sucesso. Deixo o corpo escorregar pela porta, abraço os joelhos, escondo o rosto. Dói, dói bastante, mas é possível esconder com um sorriso toda essa dor. Com os olhos inchados, procuro a luz na escuridão. A luz da lua cheia entra pela minha janela, me fazendo sorrir por um breve momento. Tantos sonhos, planos e tentativas, todas fracassadas. Tudo fora jogado no lixo. A mente vaga pelo desconhecido e eu já não entendo meus próprios pensamentos. As lágrimas insistem em descer, os soluços já são inevitáveis. É tarde para pedir desculpas, eu sei. Sinto muito por ser tão fraca. Eu só quero que tudo volte a ser o que era. Não normal, porque nunca foi, mas o imperfeito mundo em que eu vivia, mergulhada em sonhos infantis e contos de fadas, a ilusão de que o destino nos reserva o melhor. Isso era muito melhor do que a realidade que vivo hoje. Amadureci, sim, e foi ótimo. Mas sei que a criança que eu era não teria nenhum orgulho da pessoa que me tornei. Fria, bloqueando sentimentos, mas fraca com qualquer palavra bonita dita. Eu não tenho orgulho da pessoa que me tornei.
domingo, 14 de outubro de 2012
Arrisque-se
Pode ser que seja tarde demais, que já não haja mais tempo para tentar novamente.
Pode ser que tudo isso não chegue a ser o que deveria, que seja apenas um sonho não acabado, como todos os outros.
Pode ser um grande fracasso, mas também pode ser a tentativa de sucesso de nossas vidas.
Não se sabe, não há como saber. Tudo pode ser se arriscarmos. Fracasso ou sucesso, o que importa mesmo é dar a cara a tapa, o depois a gente resolve outro dia.
Pode ser que tudo isso não chegue a ser o que deveria, que seja apenas um sonho não acabado, como todos os outros.
Pode ser um grande fracasso, mas também pode ser a tentativa de sucesso de nossas vidas.
Não se sabe, não há como saber. Tudo pode ser se arriscarmos. Fracasso ou sucesso, o que importa mesmo é dar a cara a tapa, o depois a gente resolve outro dia.
Solidão, silêncio e paz interior
Ultimamente eu tenho a preferencia pela solidão, pelo silêncio, consequentemente eu tenho pensado demais, e tudo vira uma grande confusão na minha cabeça, mas é uma confusão boa. "Pensar dói, incomoda e é perigoso", já dizia o sábio professor de história, Alexandre, e eu não posso discordar. Mas apesar de tudo, é ótimo. Imagine-se rodeado de árvores, na completa solidão, apenas o som dos pássaros soam ao seu ouvido, trazendo uma paz interior que te faz sentir livre dos problemas dessa vida cotidiana. É uma das melhores sensações do mundo, pode ter certeza. É bom para a mente, para o coração. Por alguns segundos parece que o mundo não é assim tão ruim, tão injusto, tão cheio de problemas. É apenas o mundo, como deveria ser, mesmo essa possibilidade não existindo mais. Recomendo: isole-se por alguns minutos do seu dia, pense um pouco na vida, coloque uma música calma para tocar e deixe o vento bater em seu rosto. O efeito pode ser impressionante.
"Se eu morrer jovem, enterre-me em cetim
"Se eu morrer jovem, enterre-me em cetim
Deite-me em um cama de rosas
Afunde-me no rio na madrugada
Deixe-me ir com as palavras de uma canção de amor
oh oh oh oh"
(If I die young - The band perry)
Assinar:
Postagens (Atom)